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sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 10 - D. JOÃO I - O DE BOA MEMÓRIA

Quando em 1357 nasceu em Lisboa, filho natural de rei viúvo D. Pedro I e de Teresa Lourenço, o infante D. João, ninguém imaginaria que viria a ser, não só rei de Portugal, mas um dos maiores monarcas que a nossa História conheceu. Aclamado rei nas Cortes de Coimbra de 1385, tendo como principal investidor João das Regras, foi, juntamente com D. Nuno Álvares Pereira, responsável pela manutenção da independência do reino, resultante da vitória decisiva de Aljubarrota. D. joão I foi o fundador da segunda dinastia, a de Avis, e o seu reinado marcou o início do Império português. Tão forte foi o impacto de D. João no povo português, que foi cognominado o de boa memória.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 11 - D. DUARTE - O ELOQUENTE

D. Duarte tinha já mais de 40 anos quando chegou ao trono e, embora participasse já no governo do reino há mais de 20 anos, o seu reinado durou apenas cinco anos. O seu reinado ficou marcado por um dos grandes dramas da nossa história, o chamado desastre de Tânger, do qual resultou prisioneiro o seu irmão, o Infante Santo, D. Fernando. Foi um homem de grande cultura, que ficou conhecido como o Eloquente, sendo o irmão mais velho de um conjunto de infantes dos quais se destacaram D. Pedro e D. Henrique, o Navegador.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 12 - D. AFONSO V - O AFRICANO

D. Afonso V tinha apenas cinco anos quando subiu ao trono, tendo assumido o controle efetivo do reino aos catorze. O início do seu reinado caracterizou-se por intrigas que o levaram a deixar cair em desgraça o seu tio, sogro e conselheiro, o infante D. Pedro. Após a morte deste, na batalha de Alfarrobeira, D. Afonso V virou-se para a expansão do Império Norte da África, fato que lhe valeu o cognome de o Africano. O seu reinado ficou marcado pela luta que moveu com o objetivo de se apoderar do trono de Castela, e que lhe valeu um fim de vida de grandes amarguras.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 13 - D. JOÃO II - O PRÍNCIPE PERFEITO

O Príncipe Perfeito, como ficou conhecido D. João II, iniciou-se na arte de governar quando ainda era muito jovem, pois ficou como regente do reino durante as ausências de seu pai. Reprimiu a nobreza feudal e foi responsável pelo lançamento definitivo da expansão marítima portuguesa, em busca da rota das especiarias. Durante o seu reinado Bartolomeu Dias dobrou o Cabo da Boa Esperança, abrindo a porta ao caminho marítimo para a índia, e foi assinado o Tratado de Tordesilhas. Aquele que muitos consideram o maior monarca da História de Portugal, e a quem Isabel a Católica chamava "O Homem", teve um fim de vida prematuro, não tendo sido poupado a assistir à morte trágica do seu único filho, D. Afonso. Morreu aos quarenta anos de idade deixando Portugal no topo do Mundo.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 14 - D. MANUEL I - O VENTUROSO

Primo e cunhado de D. João II, D. Manuel I sucedeu-lhe no trono português por ele não ter deixado herdeiro legítimo. Logo no início do seu reinado beneficiou do que de fora alcançado no reinado anterior, tendo conseguido Vasco da Gama concluir o caminho marítimo para a Índia. Este acontecimento foi imediatamente seguido da descoberta do Brasil e fez com que Portugal se tornasse no país dominador do comércio dos bens do Oriente. è daqui que lhe vem o cognome de o Venturoso. A sua governação pautou-se por uma permanente busca de manter a paz com a Espanha através duma política de casamentos. Com a cristão-novos minorou a nascente perseguição aos judeus.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 15 - D. JOÃO III - O PIEDOSO

D. João III, cognominado o Piedoso, foi responsáel por grandes atos de consolidação do império português. A sua política foi de expansão e domínio dos territórios portugueses, tanto na Índia como no Brasil. Foi no seu reinado que os portugueses chegaram à China e ao Japão. Foi grande mecenas de homes de cultura e ciência. No entanto, o seu reinado ficou marcado pela instituição em Portugal da Inquisição, que acabaria por perseguir e expulsar os judeus, o que teria um resultado catastrófico para o reino. Embora tenha sido pai de um grande número de filhos, deixou como descedente apenas um neto, o que viria a revelar-se dramático para Portugal.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 16 - D. SEBASTIÃO - O DESEJADO

D. Sebastião foi o Desejado, por ter nascido poucos meses após a morte de seu pai e ter assegurado a sucessão de seu avô nas mãos de um monarca português. Nunca revelou grandes aptidões para a governação, tendo sempre preferido a arte da guerra. Este fato levou-o a, desde muito cedo, empreender na ideia de contrariar a expansão otomana no Norte da África. Foi assim que, em 1578, se lançou numa campanha que viria a culminar na sua morte na batalha de Alcácer Quibir, em Marrocos. Deixou portugal sem herdeiro, sem rumo e sem futuro.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 17 - D. HENRIQUE - O CASTO

O quarto filho de D. Manuel I, D. Henrique, o Casto, sucedeu no trono ao seu sombrinho-neto quando contava já com 66 anos. Para o futuro do reino havia ainda a agravante de, sendo cardeal, não ter descendência. O seu curto reinado ficou marcado pela pressão da nobreza e da alta burguesia no sentido de ver Portugal governado por um rei forte, como era Filipe II da Espanha de modo a que os seus privilégios pudessem ficar assegurados. É responsabilidade sua, e apenas sua, que Portugal tenha perdido a independência após a sua morte, pois, podendo ter deignado um sucessor, preferiu não o fazer, deixando assim o caminho aberto ao Rei de Espanha.

UNI - REIS DE PORTUGAL - 2ª DINASTIA - 18 - D. ANTÓNIO - O PRIOR DO CRATO

Filho ilegítimo do infante D.Luís, e portanto neto de D. Manuel I, D. António tinha sucedido a seu pai na posição de prior do crato, cargo que abandonou quando, para grande desgosto de seu tio, o cardeal D. Henrique, renunciou a vida eclesiástica. Após a morte de D. Sebastião, apresentou-se como possível herdeiro à coroa portuguesa, mas o seu tio afastou-o da corte e retirou-lhe todas as honras. No entando, após a morte do "cardeal Rei", e perante a ameaça da invasão de Portugal pelas tropas espanholas, D. António foi aclamado rei de Santarém. O seu reinado durou apenas um mês, e perante a derrota, D. António refugiu-se na França, onde viria a morrer 15 anos depois.

 
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